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Chances na Previsão

Fazer uma previsão

Mercado de previsões: o que é a categoria que colocou Kalshi e Polymarket no noticiário

Cada pergunta sobre o futuro mostra, em porcentagem, a chance que os participantes dão para cada resposta. A eleição americana de 2024 levou a ideia às manchetes.

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Atualizado

Dois celulares numa rua de cidade ao entardecer, um com a tela da Kalshi e outro com a da Polymarket, ao lado do título Mercado de previsões.
Ilustração: Previsão

Mercado de previsões é um ambiente em que pessoas fazem previsões sobre se um evento vai acontecer, e quem acerta recebe. Kalshi e Polymarket são as plataformas que tornaram essa ideia conhecida do grande público.

Um mercado aberto na Previsão mostra como se lê essa porcentagem. Na pergunta ‘Liga dos Campeões 2027: quem será o campeão?’, cada resposta é um time, e o Barcelona aparecia com 23% na sexta-feira (30/10), às 21h30: para quem faz previsões ali, a chance é de cerca de 23 em 100. Na terça-feira (27/10), às 21h30, o Barcelona estava em 22%. O mercado encerra em 20 de junho de 2027.

Quem define a porcentagem?

Quem faz as previsões. Quem acha que a resposta vai acontecer prevê o Sim; quem acha que não, prevê o Não. Se mais gente passa a prever o Sim, a porcentagem sobe; se as previsões vão para o Não, ela cai.

Uma chance de 23%, como a do Barcelona na sexta-feira (30/10), às 21h30, não é garantia de que o time seja campeão. Ela mostra que, naquele momento, o conjunto de quem faz previsões coloca o time à frente das demais respostas, mas deixa a maior parte da chance dividida entre outros clubes.

O que acontece quando o evento termina?

Cada pergunta tem data para acabar. Quando o evento é definido, o mercado se encerra e quem previu a resposta que se confirmou recebe; quem previu a outra resposta não recebe.

Por que Kalshi e Polymarket entraram no noticiário?

Por causa da eleição presidencial americana de 2024. O valor movimentado em previsões na Polymarket sobre a corrida chegou perto de US$ 3,7 bilhões, segundo o painel da própria plataforma. Seu fundador, Shayne Coplan, disse à CNBC que, na plataforma, a disputa parecia decidida, enquanto quem acompanhava só a TV a via como equilibrada. Os mercados, incluindo o da Polymarket, apontaram a vitória de Donald Trump, e a CNBC os descreveu como um indicador preciso do resultado.

A Kalshi foi fundada em 2018 por Luana Lopes Lara e Tarek Mansour, colegas no MIT. Em 2024, corretoras como Interactive Brokers e Robinhood também lançaram produtos do tipo.

A categoria vai além de eleições: qualquer pergunta com data para acabar e uma resposta que possa ser confirmada pode virar um mercado. Na prática, é assim que fica um mercado aberto agora: