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Brent fecha outubro a US$ 113,43, maior nível em seis meses, com temor de escalada no Irã

A alta do mês foi a maior desde julho, segundo a Folha, e analistas esperam preços voláteis depois da eleição americana de 3 de novembro.

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Brent fecha outubro a US$ 113,43, maior nível em seis meses, com temor de escalada no Irã
Foto: Reprodução/CNN Brasil

O barril do Brent, referência global do petróleo, fechou a sexta-feira (30/10) a US$ 113,43 no contrato para janeiro, o mais negociado, com alta de US$ 2,63 no dia, segundo a Reuters e a CNN Brasil. É o preço mais alto em seis meses. O movimento reflete o temor dos operadores de que o conflito com o Irã se agrave depois da eleição de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro.

A Folha registrou números um pouco diferentes para o mesmo contrato: fechamento a US$ 113,10, alta de 2,07% e o maior patamar desde 1º de maio. Pelas contas do jornal, o Brent subiu 14,32% em outubro, a maior valorização mensal desde julho; a Reuters calcula alta de 13,6% no mês. O WTI, referência nos Estados Unidos, terminou a sessão a US$ 104,12, com ganho de 2,08%, de acordo com a Reuters e a CNN Brasil.

O que empurrou o preço

Na sexta, a preocupação ganhou reforço com o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz, principal rota de saída do petróleo e dos combustíveis do Golfo. Uma pequena embarcação prendeu explosivos ao casco do navio, informou o UKMTO, serviço britânico de segurança marítima. Segundo fontes do setor ouvidas pela Reuters, foi o primeiro ataque bem-sucedido conhecido com esse tipo de explosivo no estreito desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã, em fevereiro.

Na quinta-feira (29/10), o grupo houthi, do Iêmen, que tem apoio do Irã, disse ter atacado na Arábia Saudita as refinarias de Ras Tanura e Rabigh e uma unidade de produção da estatal Saudi Aramco em Abqaiq. Na sexta, a embaixada americana em Riad informou que os Estados Unidos determinaram, desde 23 de outubro, a saída do pessoal não essencial do governo e de suas famílias do país, por causa dos ataques houthis a aeroportos civis e a outras estruturas.

O que pode mexer no preço

Na frente diplomática, mediadores do Catar voltaram a Teerã na sexta para tentar um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. No mesmo dia, Donald Trump repetiu que a guerra vai terminar em breve, “de um jeito ou de outro”. O Irã recebeu uma carta do vice-presidente J.D. Vance, que, segundo a imprensa americana, buscava retomar as negociações de paz, mas ainda não a tinha respondido, de acordo com a agência iraniana Tasnim.

Para analistas do MUFG, citados pela CNN Brasil, o petróleo tende a seguir em alta até que o quadro geopolítico fique claro, e o período depois da eleição americana está no foco por uma possível piora na segurança da região. Um relatório do Saxo Bank divulgado na quinta-feira (29/10) prevê preços mais voláteis nas semanas seguintes, por causa da votação nos Estados Unidos e da eleição recente em Israel. “Os operadores continuarão focados nos fluxos de petróleo do Oriente Médio”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.

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