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Querosene de aviação fica 7,2% mais caro em novembro, com alta de R$ 0,45 por litro

Reajuste da Petrobras vale desde o domingo (1/11); com o combustível pesando mais nos custos, a associação das aéreas já reduziu a previsão de voos domésticos para o mês.

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Querosene de aviação fica 7,2% mais caro em novembro, com alta de R$ 0,45 por litro
Foto: Reprodução/UOL

O preço médio do querosene de aviação (QAV) que a Petrobras vende às distribuidoras subiu 7,2% no domingo (1/11), o equivalente a R$ 0,45 a mais por litro em relação a outubro. É mais um aumento em sequência do combustível, que ocupa uma fatia cada vez maior dos custos das companhias aéreas e já levou o setor a rever para baixo a oferta de voos prevista para novembro.

Segundo a estatal, o reajuste acompanha a alta dos preços internacionais do QAV, em meio às tensões no Oriente Médio e à queda da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, por causa da guerra entre os dois países. Em outubro, o aumento tinha sido de 11,76%, de acordo com a Folha, e em setembro a alta média ficou perto de 13,9%, segundo o g1. Até setembro, o QAV da Petrobras acumulava alta de 53,3%, informou o InfoMoney; a estatal deixou de divulgar esse acumulado em outubro.

O peso do combustível nas aéreas

Representantes das companhias aéreas dizem que, com os últimos reajustes, o combustível passou de 32% para 45% das despesas operacionais, segundo a Folha. Pelos números da Abear, a associação das empresas do setor, o QAV já responde por 46% desses gastos.

O aumento também tem chegado às passagens. Pelos números da Anac apresentados pela Abear, a passagem doméstica custava em média R$ 629,95 em fevereiro, último mês antes da escalada de preços ligada aos conflitos no Oriente Médio, e chegou a R$ 746,57 em setembro, uma alta de 18,5%.

Menos voos em novembro

A Abear reduziu de 9,4% para 4,2% a expansão esperada para os voos domésticos em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a coluna Painel S.A., da Folha. Em abril, o sistema de registro de operações da Anac indicava 69.545 voos programados para o mês; na consulta de quarta-feira (28/10), eram 66.210, uma redução de 3.335 operações, ou 5%. A associação calcula que isso representa cerca de 500 mil passageiros a menos do que o volume projetado no início, o que não significa, necessariamente, o cancelamento de viagens já marcadas.

A redução deve atingir 19 dos 27 estados. Sergipe tem a maior queda prevista, de 24,8%, seguido pela Bahia, com 17,4%. Em São Paulo, a oferta de voos deve encolher 3,8%; no Rio de Janeiro, 7,7%. Oito estados ainda devem crescer, com Roraima à frente, em 15,3%.

Próximo reajuste em dezembro

A Petrobras afirma que a fórmula de preço prevista nos contratos amortece as oscilações de curto prazo e deixa os reajustes no Brasil menores do que no exterior, onde o valor cobrado das aéreas pode mudar todo dia. “As variações acumuladas desde o início do conflito têm sido superiores nos mercados internacionais às observadas no Brasil”, disse a empresa em nota. Diferentemente de outubro, a estatal não informou se vai atender todos os pedidos das distribuidoras em novembro, segundo o InfoMoney. Como os contratos preveem revisão no começo de cada mês, a próxima definição do preço do QAV sai no início de dezembro.

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