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Fazer uma previsão

Raízen será dividida em duas empresas e prepara aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões

Os acionistas aprovaram a separação na sexta-feira (30/10); o conselho de administração vota a capitalização na sexta-feira (6/11), e os novos comandos já foram indicados.

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Raízen será dividida em duas empresas e prepara aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Os acionistas da Raízen aprovaram na sexta-feira (30/10) a divisão da companhia em duas empresas abertas e independentes, uma de combustíveis e outra de etanol e açúcar, e a estrutura de um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. As decisões fazem parte da recuperação extrajudicial da Raízen, com plano homologado em 30 de julho. Segundo o g1, a empresa deve cerca de R$ 65 bilhões, o que torna o caso a maior recuperação extrajudicial já vista no país, e a crise veio depois de safras ruins, commodities em baixa e escolhas arriscadas.

Como fica cada empresa

Na divisão, a Raízen S.A. guarda o negócio de combustíveis e lubrificantes com a marca Shell. Etanol, açúcar e bioenergia, da produção à comercialização, passam para a Raízen Energia. As duas terão ações em bolsa e conselhos de administração com sete titulares e sete suplentes cada. A separação só se completa depois de cumpridas as condições do plano e os prazos legais.

A operação exige reduzir em até R$ 35 bilhões o capital da Raízen S.A., valor que volta aos acionistas na forma de papéis da Raízen Energia. Os comandos já foram indicados: Samuel Aguirre deve presidir o conselho da distribuidora, e Julio Cesar de Toledo Piza Neto, o da empresa de etanol e açúcar. Na gestão, os escolhidos são Lorival Nogueira Luz Jr., na distribuição, e Geovane Dilkin Consul, no etanol, açúcar e bioenergia, ambos da administração atual, que segue no cargo até o plano cumprir as condições previstas.

De onde vem o dinheiro

No aumento de capital, a Shell pode aportar até R$ 3,5 bilhões e a Aguassanta, até R$ 500 milhões, se decidir participar. O restante pode vir da conversão de parte das dívidas em ações e da compra de papéis novos pelos demais acionistas. As novas ações ordinárias e as preferenciais classe B vão custar R$ 0,25 cada, e as units, que juntam uma ordinária e uma preferencial classe A, R$ 0,50. Segundo o fato relevante enviado à CVM, o teto de R$ 39,8 bilhões pressupõe que a Cosan não use a preferência na compra das preferenciais classe B.

A companhia também vai preparar um processo competitivo para avaliar a possibilidade de investimento na área de distribuição. Uma das saídas em estudo é uma oferta secundária, na qual ações já existentes são vendidas a outros investidores. Para o presidente da Raízen S.A., Nelson Gomes, a escolha antecipada dos conselhos e dos executivos dá previsibilidade à transição.

As datas para o acionista

O conselho de administração se reúne na sexta-feira (6/11) para votar o aumento de capital, e a posição acionária no fechamento do pregão da B3 nesse dia define quem terá direito de preferência, a prioridade para comprar as novas ações antes de outros investidores. A partir da segunda-feira (9/11), os papéis passam a ser negociados sem esse direito, que poderá ser exercido de 9 de novembro a 8 de dezembro.

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